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Editora da Happer’s Bazaar Brasil abriu a Semana de Moda Unisanta e compartilhou personalidade, opinião e conhecimento com os convidados

Ontem, segunda-feira, 28 de maio, às 19h, o auditório 01 da Universidade Santa Cecília (Unisanta) foi palco de um bate papo com a Editora de moda da revista Happer’s Bazaar Brasil, Maria Prata. O encontro foi restringido à imprensa e convidados, marcando o início da SMU, que vai até dia 01 de junho.

Formada em Design de Moda, Maria Prata contou a história da Happer’s Bazaar, falou sobre as leitoras da revista, opinou na identidade da moda brasileira e confessou ter uma relação adiada com as palavras.  “Achava que não seria melhor do que ninguém em casa”.

No currículo, começou à trabalhar com jornalismo de moda na Folha de São Paulo, depois na revista Capricho, Vogue, no programa televiso Glitz*TV, desde a época em que era Fashion TV, hoje assume a frente da Revista Happer’s Bazzar Brasil a convite da Carta Editorial. “É aquela coisa de estar na hora e lugar certo”.

Vida de Prata

O amor pela moda surgiu quando Maria Prata ainda era criança, “minha mãe recebia vários convites para desfiles e eu ia no lugar dela”. Conta sorrindo.

Criada em uma família aonde todos fazem das palavras, trabalho. Viu no curso de design e moda uma possibilidade de ser diferente. “Eu achava que não seria melhor do que ninguém em casa. E fui fazer moda em Londres. No curso você precisa saber desenhar, mas logo no primeiro dia, percebi que desenhar não para mim. Eu venho de uma família aonde todo mundo mexe com letras, meu pai, mãe e irmão, todos são escritores, não tinha como fugir”.

Formou-se na época em que havia seis faculdades de moda no Brasil, por isso foi à Londres, para concluir os estudos. Hoje no Brasil, há mais de 200 instituições no país, mas nenhuma concilia Jornalismo e Moda.

Este é o dilema que mais questiona a cabeça dos estudantes. Qual curso escolher para tornar-se jornalista de moda? Esta foi uma das perguntas feitas na plateia.

Sentada sobre a mesa, Maria Prata com o microfone ainda em mãos pensa, olha para cima, volta o olhar e afirma: “O importante é ter interesse. Querer saber. Independente de qual escolher sempre terá que buscar mais conhecimento para somar a profissão de jornalista de moda”.

 

Moda Brasileira

No último sábado o Rio Fashion Week fechou as portas e, além dos desfiles, a semana de moda trouxe o questionamento de uma possível separação entre os desfiles conceito e comercial.

“O Brasil tem esta questão para resolver. Nos outros países não há duas semanas de moda. O vantajoso é que nosso país antecipa as tendências, o pessoal de fora acaba se inspirando nos estilistas brasileiros para futuras coleções, já que estamos divulgando tendência.

Fazer desfile é caro, levar toda equipe para outra cidade vai dobrar o custo do evento para os estilistas. Eles não vão querer isso. Por isso penso que dividi-los por estação seja mais conveniente, fazer o verão no Rio tem muito mais sentido”.

Caracterizado pela miscigenação, o Brasil, aos 500 anos, não possui uma personalidade definida. Em questões de mundo e política, quem não tem opinião própria acaba sendo influenciado por quem tem.

“A moda francesa é marcada por aquele estilista, que está fechado em um ateliê há anos e possui um estilo totalmente definido naquele ambiente. A Italiana é completamente marcada pela manufatura. O Brasil não tem um estilo”.

Neste momento outro convidado questiona Maria Prata sobre a variedade de estilo, regionais, que estão  em evidência. “Eu acho lindo o Funck carioca o Tecnobrega, são ricos em visual estético. Aquelas moças se vestem daquele jeito e não estão nem aí para os outros. É o estilo delas e ponto final. Acho isso lindo. A moda brasileira foi construída com todas essas influências, não tem uma cara definida, não há como entender a identidade brasileira”.

Coordenadora do curso Design de Moda da Unisanta, Camila Gonçalves ao lado da Editora da Revista Happer’s Brasil, Maria Prata.

Brasil com a Happer’s Bazaar

A moda brasileira teve apoio fundamental da globalização. Foi com o surgimento da Internet que o mercado fez bum. “Estamos em um momento onde bancários e empresários estão investindo aqui no Brasil, por isso, há possibilidade de fazer coisas novas. A Bazaar tentou entrar no país várias vezes, mas não havia dado certo”.

Maria Prata com a Happer’s Bazaar Brasil.

Trazida pela Carta Editorial, a Revista Happer’s Bazzar é distribuída em 27 países. A primeira edição brasileira foi lançada em novembro de 2011 e traz Maria Prata à frente do editorial.

“A proposta visual da revista é limpa. Sem exageros de propagandas e anúncios, por enquanto estamos fazendo fotos em estúdio, mas a idéia é esta. Uma revista clean, fresh. [Prata mostra as capas da revista já lançadas, que teve Gisele na primeira edição]. Pincelamos o que há de melhor nas Happer’s internacionais para montar a brasileira. A primeira edição estava nas ruas em 40 dias”.

A linha editorial apresenta um conceito internacional, produzida e desenvolvida para mulheres na faixa etária dos 30 anos, cosmopolita e consumidora constante de informação de moda.  “60% do nosso público estão concentrados na cidade de São Paulo, 30% no Rio e o restante espalhado no resto do Brasil”.

Márcio Perretti

No final do evento, a jornalista de moda premiou um convidado eco bag com as oito edições da revista, o sortudo chama-se Márcio Perreti.

Fotos do Blog Brechó Nas Ruas de Santos

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