Tags

, , , , , , ,

Hector Albertazzi esteve na Semana de Moda da Unisanta e explicou todo o processo de uma bela joia

Muita gente já ouviu falar de nomes como Cori, Dudu Bertholini, Cris Barros e Le Lis Blanc. E essas estimadas grifes tem na ponta da língua o nome, Hector Albertazzi. Um dos maiores joalheiros do Brasil, que a Semana de Moda da Universidade Santa Cecília (Unisanta) recebeu carinhosamente no segundo dia de evento.

“As coisas foram acontecendo naturalmente”. Mesmo que muita gente na platéia tenha ficado na dúvida desta afirmação, de fato, foi assim que aconteceu. Um jovem italiano que veio ao Brasil para vender queijos e vinhos, conheceu um amigo que o ensinou a manusear os materiais.

Aqui é depositado o material que será feita a pulseira

Há 28 anos no mercado Albertazzi faz um trabalho 100% artesanal [peça por peça] e coordenada uma oficina com mais 140 joalheiros. “Eu prefiro ficar na oficina, na parte de fabricação. Além de ter várias etapas interessantes, eu preciso saber o que está acontecendo na empresa, saber como estão meus funcionários, se eu posso ajudar em algo”, explica ele.

Após o processo ele ficar um bloco de ouro que são as argolas

Um mercado que anualmente acresce 50% e movimenta mais de R$115 milhões. Infelizmente, este dinheiro não circula integralmente aqui no Brasil, 70% das mercadorias fabricadas aqui são exportadas para a União Européia.

E lembre-se, quanto mais cara é a pedra, maior é o custo da jóia.

Era uma vez…

O amor que Hector Albertazzi alimenta pelo processo de desenvolvimento das jóias é notório. Quando Albertazzi foi questionado por uma aluna do curso de Moda da Unisanta: “Para vocês, qual a diferença entre jóia e bijuteria?! A resposta vem aos poucos, mas explica: “Se dependesse só de mim, tudo seria jóia, independente do material que é feito, todo trabalho artesanal deve ser respeitado.

Hector Albertazzi também comenta que o ramo de jóias sofre com a falta mão de obra qualificada e conta uma história que aconteceu na empresa. “Havia um menino de uns 20 anos, mais ou menos, que trabalhava na oficina. Um dia ele me falou que se fosse para continuar fazendo apenas aquele serviço ele iria desistir de trabalhar. Eu perguntei se ele realmente gostaria de se qualificar neste serviço. Ele disse que sim. Eu o apoiei, paguei cursos que o pessoal oferece hoje em dia. Ele concluiu e hoje em dia ele faz um ótimo trabalho. Tem querer!!!”.

Anúncios