Fiquei um bom tempo sem postar aqui no blog #MNB, e acho que seria atrevimento demais da minha parte reaparecer e começar a fazer mil postes como se nada tivesse acontecido. Então, vou-me justificar. Primeiro porque eu falo demais mesmo e segundo porque eu ando praticando o exercício de “autojustificação” parece brega, mas vai por mim, há horas em que é necessário.

Nesse tempo que fiquei longe do blog montei outro blog, feito pela Garagem Hermética, que promoveu a SEMANA DO ROCK nos dias 13, 14, 15 e 16 de julho, onde parte da verba arrecadada foi revertida para a APS Down de Londrina. (Que cá entre nós, a associação te sido beneficiada por várias outras empresas também. Basta olhar os jornais da cidade. Talvez seja hora de olhar outras que não circulam tanto na mídia, mas que precisam de ajuda financeira, tanto quanto esta, empresários) #ficaadica.

Foram 16 entrevistas com 13 bandas do cenário de música independente de Londrina, dois DJs e um produtor. Todas foram gravadas em áudio e estão disponíveis blog do evento.

As bandas, DJs e produtores que se propuseram a tocar gratuitamente em prol da APS Down foram a Uno Sapiens, Luke De Held Trio, Fabulous Bandits, Hocus Pocus, Fernando Peixoto, Trem de Carga, Mary Lee & The Sideburn Brothers, Ventilacordes, Brazilian Cajuns, MonkBerry, Brutal Redneck, Tênis Sujo e um Scarpin, Walverdes (RS), The Brow Vampire Catz, Opin Jones e Estrelas Cadentes,  animaram os quatro dias do festival. (Clique em cima dos nomes e confira o som do pessoal!).

Fiz as mesmas três perguntas para todas as bandas: 1) Como é visto o cenário de música independente na cidade de Londrina? 2)Como é fazer parte de um evento que tenha cunho social? e 3)Deixe uma dica para quem está começando.

A música em Londrina passa por uma suposta crise entre “Cover X Independente”. Aí vieram as respostas. Alguns culpam o excesso de covers, outros culpam o público, a estratégia de divulgação das bandas e por aí vai.

Há os jovens músicos com o coração recheado de idealismo, que se recusam a tocar qualquer tipo de música a não ser a sua própria. Há os que curtem mesclar a própria com um ou dois covers, só pra deixar gostinho de quero mais. E fiquei pensando, por qual motivo ou razão achar o culpado da história se o gostoso é ficar bebendo, debatendo dialeticamente esta saga e ouvir música!?!

A resposta dada à terceira pergunta são bem parecidas. “Você tem que ir atrás”, “correr atrás”, “se jogar”, “dar a cara pra bater”, “não é fácil”. Falando assim até parece simples né, mas  quem tem uma banda sabe que não é. Os entrevistos respondiam dando socos na mão, com ar de batalha e força, como se estivessem vestindo armaduras e indo à guerra. E estão. Imagino que quando sobem ao palco se olham e comunicam, vai dar certo.

E dá!!!!Talvez não do jeito que queriam, mas dá certo!

Ah! A segunda pergunta… apoio social sempre rende mídia!!! #ficaadica


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