Você acorda pela manhã convencida de que este dia irá te trazer boas novas. Toma um banho, escolhe um look de te dê segurança, se maquia e vai trabalhar. No trabalho você resolve todos os pepinos que surgem e ainda consegue dar conta dos seus afazeres.

E, é exatamente quando você pensa: Nossa que dia produtivo! Que coisa boa! Trabalhei horrores e consegui colocar tudo em ordem! Que bença, deu tudo certo!

Chegando em casa, você à vista sua santa mãezinha  cozinhando e tomando uma cerveja, porque diferente do seu, o dia dela não foi dos melhores.

Nestes dias o muro de lamentações começa desabar e ela resolve contar a você como ela conheceu seu pai.  Neste momento seu irmão mais novo resolve entrar em cena. Ele senta-se à mesa com um maldito copo de coca e começa ouvir a narrar à cena do encontro de quase 25 anos atrás, que ela lembra até os detalhes. Terminado o conto, começam-se as reflexões:

– Mas mãe. Pêra! Deixe-me entender. Vocês namoraram dois anos e um belo dia saíram, beberam horrores e decidiram casar?

– Mais ou menos isso.

-Mas e a parte de construir a vida profissional, depois pensar em arrumar um namorado, depois pensar em noivar, depois casar, depois pensar em ter filhos…

– Maíra, você não quer um “companheiro”?

– Quero, mas…

Meu irmão levanta da mesa, abre a porta da geladeira e diz:

– Mãe, a Maíra tem um déficit amoroso, deixa ela!

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