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Crie a seguinte cena na cabeça: Você está mantendo uma relação com outra pessoa há mais de um mês, e até o atual momento não aconteceu nada além de beijos e boas conversas.

Abre parênteses, a esta altura do campeonato as conversas tornam-se verdadeiras danças do acasalamento. A libido, sendo a maior das energias, começa a ultrapassar as zonas comuns. Toques constantes, risadas levemente mais altas que o comum, sorriso fixo no rosto e o cabelo começa é ajeita várias vezes. Aí você conclui: Pronto, é hoje! Fecha parênteses.

O telefone toca, o convite é feito e aceito. Pratos quentes, vinho, música, bar e meia luz. Chega à hora da “sobremesa”. Na porta da casa dele:

– Vamos subir fumar um cigarro, tomar a última taça de vinho?

Abre parênteses, neste momento você para, pensa e deixa o corpo falar mais alto. Fecha parênteses.

Passa pela portaria, subo até o décimo andar pelo elevador, claro!.  A porta da casa se abre e pergunto:

– Sua mãe NÃO está  em casa né?! (Por que não perguntei isso antes)

– Ela está, mas nem dá nada!

Abre parênteses, FUDEU!!! Vou sair correndo. Inventar uma desculpa? Por que ele não me levou ao motel? O que eu to fazendo aqui?! Fecha parênteses e abre parênteses para a linguagem corporal automática.

Enquanto as perguntas são feita na mente passo pelo corredor e entro no quarto. Ele fecha a porta e diz:

– Já volto!

– Tudo bem.

Observo a cena, acendo um cigarro, mas a ausência não dura mais que cinco minutos.

– Então, minha mãe me ligou tenho que ir em…

Ele interrompe.

– Eu só fui falar boa noite para minha mãe, ela estava indo dormir…

Ele me dá a notícia vagarosamente passando a mão no meu cabelo com o olhar penetrante e focado, beija-me. Põe-me sentada na cama e deita sobre mim, dando início a performance da “sobremesa doce”. Quando de repente:

– Toc, toc, toc. A porta se abre.

– FIlho?!

A situação congela e meu rosto é virado para a direita como um tapa, de tão veloz que foi o movimento.

– Oi.

– Boa Noite, filho.

-Boa noite, mãe!

Aporta se fecha. Os olhos voltam ao foco. E uma gargalhada surge no ar.

Moral da história: Aprendia a voar! Abre parênteses, primeiro porque mulher que não dá, voa. Segundo porque a mãe do menino deve ter me difamado. E terceiro, e nem por isso menos importante, “Deus dá asas a quem NÃO sabe voar”.

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